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[Artigo] Cápsulas e agulhas: Um pequeno guia – Parte 2

Rádio Vitrola Douglas com toca discos automático (changer) da Thorens modelo CD43 Concert.

Olá a todos!!! Daremos continuidade aqui na segunda parte de nosso artigo sobre cápsulas e agulhas, iniciado na semana passada. Nessa segunda parte, falaremos do surgimento das cápsulas fonocaptoras (transdutoras) até o início dos anos 60.  Vamos lá

Parte 2

Na segunda metade dos anos 1910, começaram a aparecer os primeiros combinados radio/fonógrafo. Tratavam-se ainda de rádios rudimentares e fonógrafos acústicos, que eram 2 equipamentos distintos compartilhando apenas o mesmo gabinete.

Nos anos 20, os rádios começavam a evoluir junto com a eletrônica e a utilização das válvulas, e os fonógrafos acústicos começavam a perder lugar para os rádios, que utilizavam circuitos eletrônicos e tinham um melhor ganho de volume.

Com o final da Primeira Guerra Mundial, a indústria eletrônica evoluiu bastante e na segunda metade dos anos 20, componentes e equipamentos eletrônicos tiveram uma boa redução de preços, popularizando mais ainda o rádio, e fazendo com que os primeiros fonógrafos elétricos tivessem também amplificadores de som a válvula, geralmente era combinada com um rádio e utilizava a mesma etapa amplificadora do rádio.

Nessa época, as cápsulas que começaram a surgir eram cápsulas piezo elétricas feitas com cristal de sal de Rochelle, um material que é capaz de gerar energia elétrica quando deformado sem que trinque. Essa propriedade fez com que esse cristal fosse encapsulado (mais uma vez o termo cápsula era usado) e colocado em contato com uma agulha. As agulhas ainda eram de ósmio, e isso fazia com que elas tivessem a duração de mais ou menos 5 discos. Além de que o peso exercido pelo conjunto cápsula/agulha tinha reduzido demais, baixado de cerca de 400 gramas no fonógrafo acústico para cerca de 180 gramas no fonógrafo eletrônico, o que aumentava sensivelmente a vida útil dos discos.

Em 1926, a Thorens cria uma cápsula fonocaptora baseada nos princípios magnéticos. Ela trabalhava em princípio parecido com o das máquinas cortadoras de matrizes, que já começavam a ser elétricas. Podia trabalhar com pesos reduzidos (cerca de 50 gramas) e aumentar a durabilidade dos discos. Porém ela tinha seu custo mais alto do que o de uma cápsula de cristal, e precisava de um estágio a mais no circuito de amplificação. Essa cápsula era utilizada em equipamentos de alta fidelidade onde os amplificadores eram melhores elaborados e podiam utilizar de toda a resposta em freqüência dessa cápsula, que a maioria dos aparelhos populares não cobriam.

Em 1932, começaram as experiências com discos de longa duração, os LP’s. Eles trabalhavam em um rotação menor, e agulha mais fina. Algumas cápsulas de cristal possuíam agulhas duplas, outras eram cápsulas duplas que tinham o corpo todo girado para adequar se a agulha a ser utilizada eram a agulha normal (78RPM) ou microssulcos (33RPM).

Cápsula Ronette de cristal, dupla, com2 agulhas. Uma para 33 e 45RPM e outra para 78RPM

Agulha dupla da Sonotone, usada tipicamente em aparelhos Telefunken. A cápsula era simples, de cristal e a agulha com dupla-face.

Toca-discos muito antigos deveriam ter seus braços trocados para poder utilizar as novas cápsulas para o novo padrão. Alguns já vinham de fábrica com as 2 velocidades. Outros precisavam de um kit para adaptação.

Mas o novo formato ainda não era consagrado.

Enquanto isso, várias empresas tentavam aumento de fidelidade aliado a um custo baixo. Uma delas, foi produzida nos anos de 1941 e 1942. Tratava-se do Philco Beam of Light, um sistema que não era nem uma cápsula magnética e nem piezo elétrica. Era um foto sensor. O sistema inovador utilizava um conjunto de espelhos, um deles fixados na agulha para que suas vibrações fizessem com que o feixe de luz variasse no foto sensor posicionado próximo ao braço. O sistema tinha uma qualidade muito boa, durabilidade muito superior as cápsulas de cristal, porém a sua manutenção era extremamente complexa e cara.

Abaixo, uma foto da estrutura interna da cápsula Beam Of light e também do toca discos de luxo que vinha dotado da cápsula:

Estrutura interna da cápsula Philco Beam of Light.

Changer Webster Chicago de 1942 equipava um console de luxo da Philco. Na ponta do braço, a cápsula Beam of Light.

Abaixo, um vídeo do Philco Beam of Light em funcionamento:

O mercado estava pobre em discos no novo formato. Então o 78RPM continuou sendo padrão até mais ou menos 1952, quando começaram a aparecer pra valer os LP’s no mercado. Porém as cápsulas de cristal eram frágeis demais, muito sensíveis a umidade e o constante barateamento de eletrônicos começou a introduzir as cápsulas magnéticas no mercado. A durabilidade era muito maior. Já era possível ter equipamentos com força de trilhagem muito mais baixa do que o habitual. O mercado começava a ter uma variedade maior de marcas e modelos de cápsulas, utilizando cápsulas de cristal para projetos mais baratos e onde se necessitava níveis de saída mais altos, e cápsulas magnéticas onde os projetos eram mais refinados, começava a aparecer os primeiros aparelhos com projetos que se tornariam “alta fidelidade”, projetos mais caros, com qualidade sonora superior.

Na década de 50, já se utilizava agulhas de safira para reprodução de LP’s e de 78 RPM. As agulhas de ósmio foram definitivamente deixadas de lado.

No início dos anos 60, muita coisa começou a mudar. A qualidade sonora e a qualidade dos equipamentos aumentaram cada vez mais. Novos produtos começaram a surgir no mercado e a cápsula de cristal aos poucos foi sendo substituída por outra mais rica em resposta de freqüência, e mesma aplicabilidade das de cristal: A cápsula de cerâmica. A aplicabilidade era tão semelhante, que muitos fabricantes fizeram a transição de modo transparente aos usuários, ou seja, as cápsulas que eram de cristal passaram a ser de cerâmica com o mesmo modelo, mesma carcaça, agulha, quase tudo igual. A resposta de frequencia era superior. O fabricante Ronette, a Sonotone, foram só dois dos que fizeram essa mudança transparente aos usuários.

As cápsulas magnéticas continuaram evoluindo mais ainda. Com o surgimento da cápsula GE VR-II, muitos fabricantes acabaram tendo que baixar o preço de suas cápsulas magnéticas. A VR-II tinha uma qualidade incrível, até hoje tem seguidores, e seu preço era muito bom, mais barata que as cápsulas magnéticas. A VR II era a versão da VR com agulha para 33 e 78 RPM. A VR possuía agulha para 33 e para 78 RPM, mas só usava uma de cada vez. A VR II possuía duas agulhas simultâneas, que eram intercambiáveis através de uma chave em cima da cápsula, que ficava exposta na parte superior do Head Shell, onde mudava para a agulha de LP’s e 78. Possibilitava a escuta com cerca de 4 gramas de trilhagem, o que era uma inovação para a época. Ela era do tipo de relutância variável. Em uma cápsula magnética comum nos dias de hoje, temos os tipos em que a bobina é fixa e o imã é móvel (Moving Magnet ou MM) e imã fixo e bobina móvel (moving coil ou MC). Relutância variável tem o imã e a bobina fixos, a agulha é fixa em uma lâmina que corta o fluxo magnético entre a bobina e o imã, gerando assim o sinal de áudio.

Abaixo, foto da cápsula GE VR II e da agulha dela:

Cápsula GE VR II e o eixo que permite a utilização das duas agulhas na cápsula.

Agulha da GE VR II. Dá pra ver que não possui magneto. Justamente porque o funcionamento de relutância variável consiste na lâmina da agulha passando no meio do campo.

O que aconteceu após essa revolução no início da década de 60 será assunto para a próxima parte desse artigo. Continuem acompanhando.

Até a próxima!

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40 Respostas para “[Artigo] Cápsulas e agulhas: Um pequeno guia – Parte 2

  1. Renaldo luis de souza.

    OLA.esta semana veio um amigo com uma vitrola,pediu que eu a colocasse em funcionamento.
    pois estava muito tempo parada. Foi entao que me deparei toca discos philips o mesmo usando
    esta capsula GE VR-||. nuca tinha visto,esta funcionando porem so com uma agulha, a de33. .RPM.sera que ainda encontro estas agulhas?.

    • Sim, encontra. Mercado livre as vezes aparece. Ebay sempre tem. Essas agulhas geralmente são estoque antigo. COm paciência, consegue as 2 agulhas para reposição.
      Abraço.

  2. Oi, onde eu poderia conseguir uma cápsula GE-VRII? Na década de 60, eu montava muitos Willianson’s e Mullard’s 5-20 e comprava essas cápsulas GE-VRII na Santa Ifigênia, por “ninharias”, hoje eu preciso de uma, para passar meus velhos 78rpm de jazz, em fita magnética! Agradeceria a quem tiver alguma e queira vender, ou me dar uma dica de onde eu poderia encontrar! Muito grato!!

    • Eventualmente as VR-II aparecem no mercado livre a venda, ou no E-Bay. No caso de lojas, não tenho a menor idéia onde encontra. Apenas em lojas antigas e se as tiverem em estoque. Fora isso, a sugestão seria de cápsulas mais modernas com agulha de 78 RPM, a Shure tem alguns modelos.
      Ainda há a possibilidade de cápsulas cerâmica, embora não tenham a mesma qualidade da VR-II.
      Obrigado pela visita.

      • Oi Tony, obrigado pela atenção, é que eu conheço bem essa GE-VRII, ela tem uma qualidade incrível para discos mono e 78rpm. Eu inaugurei a TV Excelsior canal 9 em 09/07/1960, as mesas de som, todas elas, tinham essa excelente cápsula! A propósito, eu tenho novinha na caixa, uma stereo GE-VR1000!
        Abraço.

      • Já tive uma VR-II na mão uma vez, desligada. Sou louco para escutar e para ter uma. Também tenho uns 78RPM na minha coleção. Ter um TD preparado com ela seria um sonho. Escutaria discos mono ou 78RPM. Sei que é uma das melhores respostas em frequencia da época que era fabricada, senão for a melhor!
        Um grande abraço!

      • Um ótimo TD antigo para essas cápsulas, eram aqueles Rec-o-kut, embora fosse trção por polia, eram muito bons, o 301 da Garrard, também eram ótimos! Eu tenho uma cápsula estereo GE-VR 1000. Nova na caixa! Abraço!

  3. ESSES TIPOS DE CÁPSULAS E AGULHAS, CRISTAL E RELUTÂNCIA VARIÁVEL, VCS ENCONTRAM COM CERTEZA EM FRANKVINIL+ frankvinil@gmail.com

  4. Ola,

    Você sabe de algum pré para capsula de cerâmica? Eu tenho um toca-disco Philips que estou querendo por de volta em funcionando, mas como ele só permite usar a capsula EV-181, não tenho escapatória.

    • Oi Otacílio, você poderá usar um circuito equalizador do tipo catodino, essa etapa funciona com um duplo triodo 12AX7, sendo um triodo para cada canal! Essa etapa oferece uma impedância de entrada da ordem de 10 M ohms, capaz de equalizar qualquer cápsula de cristal ou cerâmica, mesmo as de mais baixa capacitância! As ligações, são iguais para cada triodo, em cada placa, pinos 1 e 6, será injetado cerca de. 250 volts direto nas placas, sem resistores! Os pinos 2 e 7 são as grades de entradas, onde você colocará uma resistor de 10 M ohms em cada grade, onde a outra ponta vai ligadas ao meio das duas resistências em série dos catodos, pinos, 3 e 8 sendo os valores: 1K saindo do catodo, em série com outra de 10K, está ligada a terra! Entendeu? O resistor de 10 m, é ligado na junção dessas duas! Saindo das mesmas junções, são ligados dois capacitores (um em cada canal) 0,047 por 400 volts. as saídas desses capacitores, entram em seu pré de linha, canais, R e L Desculpe explicar dessa maneira, não sei como postar esquemas! rsrsrs abraço, espero ter ajudado!

      • Otacílio Ribeiro

        Obrigado pela resposta. Com este circuito consigo usar o td direto na entrada auxiliar nos aparelhos modernos (ex. home theater)?
        Ele vai fazer a equalização riaa?

      • Oi Otacílio, com cápsulas de cerâmicas ou cristatal, você entra direto nas entradas auxiliares, ou seja, entradas de níveis de linha! Quem precisa de pré-amplificação e equalização RIAA são as chamadas cápsulas magnéticas! Esse prezinho que te passei, ele melhora a resposta dessas cápsulas e baixa a impedância de saída, dando uma melhor qualidade de reprodução! Abraço!!

      • Otacílio Ribeiro

        Qual é o tipo de transformador que vou precisar?
        Se entregar isso na mão de um técnico em eletrônica ele deve conseguir montar o circuito sem problemas?

      • Otacílio, precisa ser uma pessoa que tenha experiência com válvulas, o circuitinho, é facílimo de ser montado, quanto o tráfo de força, terá que ser, primário rede (117volts A/C) secundário, 6,3 volts A/C para os filamentos, com 2 A, que será ligados nos pinos: Um dos fios, nos pinos 4 e 5 juntos, o outro fio, no pino 9. O +B seria dois por 180 volts, uma ponte de diodos, 1N4007 mais uns dois eletrolíticos de 100MFx350 volts. Isso o técnico saberá fazer. Em suma, será uma fonte para dar 250 volts. O tráfo deverá ter uns 30MA> É pequeno! Precisa mandar fazer, a Lider na Sta. Ifigênia faz isso bem, e não é caro! Abraço!

      • Otacílio Ribeiro

        Você não teria um projeto parecido sem válvulas?

      • Olá Otacílio, existe um muito interessante, transistorizado bem simples,mas tenho que procurar! rsrsrs Pois tenho uma pilha daquelas velhas e excelentes revista antenna, mas o problema, é te passar esse circuito por e-mail, minha impressora multifuncional, faz isso, mas eu não sei como se faz, rsrsr olha, cápsulas de cerâmica ou cristal, nem precisariam desses prés, pode-se ligar direto a saída do TD na entrada aux. Antigamente, todo mundo fazia isso! Seu amplificador deve ter aqueles controles de graves e agudos não? Pois bem, com esses controles, a equalização (equilíbrio tonal) você faz por esses controles, ao seu agrado, mais graves, ou menos agudos, etc! É isso ai Otacílio, não esquente a cabeça! Faça isso, e depois me diga! Abraço!!

      • Otacílio Ribeiro

        No meu caso, como o meu amp é um home theater de caixinha, vou precisar fazer isso a parte.

        Obrigado pela ajuda.

      • Não sei se você recebeu meu e-mail, quando eu lhe disse, para não se preocupar com pré para cápsulas de cerâmica, pois essas cápsulas, já vem com saídas a níveis de linha, não precisa pré, a equalização, você faz usando os controles de tonalidades! Ok! Qualquer outra ajuda que precisar, disponha!

  5. Olá, saberia informar o que significam as letras N e M nas agulhas duplas? Obrigado

    • Oi Felipe, obrigado pela Visita! Suponho que esteja falando daquelas agulhas brancas, usadas no EV-181 ou Philips GP3306, aquele cabeçote usado nos automáticos e vitrolinhas dos anos 60 e 70 da Philips. Como eles foram idealizados na época dos 78 RPM, N significa Normal, e é a agulha para 78 RPM, e M significa microssulco, que é a agulha para uso em 33 e 45 RPM. Geralmente o N é na cor verde e o M na cor vermelha, justamente porque naquela época o N era o padrão. (78RPM).
      Espero ter ajudado!

      • Muito obrigado, é exatamente essa agulha e o aparelho é Philips AH 902. Ganhei o aparelho e gostaria de entendê-lo melhor. Vou abusar e perguntar se há meio de silenciar um pouco o sistema de polia que é bem barulhento; e se é possível instalar uma agulha/cápsula melhor. Obrigado.

  6. O AH 902 é um bom aparelho dentro da categoria dele. Não existe a possibilidade de trocar a cápsula. Mas essa cápsula é uma das melhores capsulas de ceramica que já existiu. Quanto ao ruído da polia, a única coisa que poderia dar uma reduzida é a troca da polia por outra nova. A polia macia reduz praticamente todo o ruído do motor.
    A correta lubrificação do eixo / rolamento do prato também ajuda. Tive por algum tempo o AH 852, que usa o mesmo toca-discos e um amplificador de menor potencia, e gostava demais dele.
    Não tem como retirar todo o ruido de fundo, mas tem como reduzir mantendo ele com a lubrificação em dia e polia nova.

  7. Usei muito a GE VR 1000 em um Thorens TD Concert Cd 43. Usava muito as agulhas de reposição da marca Duotone. Até há pouco tempo atrás tinha algumas aqui comigo. Minha paixão é restaurar toca discos antigos.

    • Na década de 60 havia aqui em São Paulo, uma pequena indústria que fabricavam um excelente toca discos de caracteristicas profissionais, muito bom para a época, se comparado com os que haviam na época, inclusive, era melhor que o famoso Rek-O-Kut, que era de sistema de polia, dando um pequeno “rumble”, ele tinha braço longo, regulável só não tinha a compensação do “anti-skating” ou ante resvalo!! A cápsula era na a imbatível e muito amada, rsrsrs, relutância variavel GE-VR II.

  8. Desculpe, me esqueci de mencionar a marca do toca-discos: Auditone.

  9. amigos me indique o modelo e capsula e agulha da vitrola telefunken sompóp.
    mande aqui pra meu email ok
    toraxano@gmail.com
    abraços

    • A cápsula original vinha com a marcação da Telefunken código T-230. Não conheço nenhuma equivalente. Sei que era encaixada na ponteira do braço ao invés de parafusada, e não possuía headshell removível. Não sei se tem alguma que sirva no local. Dificil adaptar capsulas de encaixe. Obrigado pela visita!

  10. colega possuo um toca disco thorens cd43n consert com capsula ge e agulha estereo e stou pensando em vender se alguen puder me informar a media de valor para venda agradesseria obrigado

    • antonio carlos novelli

      Oi amigo, essa cápsula a que você se refere, se é estéreo, provavelmente trata-se a GE VR 1000, possuo uma dessas nova! Ela deve valer uns C$400,00 reais por ai! Se for a GE VRII, trata-se de uma cápsula mono, alias, de excelente qualidade! O toca discos mais uns C$500,00 a 600,00! Tudo depende do estado em que se encontra. Abraço!

    • Puxa Antonio Carlos, esse toca discos me remete a minha infância e adolescência. Meu pai comprou um no final dos anos 40, ele o adorava assim como eu e fiquei muito triste quando nos desfizemos dele por absoluta falta de espaço na casa dele e depois na minha também. Estava impecável e acabamos doando. Desde pequeno tenho uma afinidade e carinho pela marca. Hoje tenho um Thorens TD 160 que adquiri em 1974 e que está impecável também. Esse TD concert CD 43 nosso, também estava equipado com uma GE VR1000. Esse modelo foi o último direct drive que a Thorens fabricou. Espero que vc consiga vende-lo para uma pessoa que curta e cuide muito dessa preciosidade. Se tivesse condições de guarda-lo aqui na minha casa certamente ficaria com ele. Boa sorte e parabéns.

      • Obrigado pela visita e pela participação, Tácito!

      • antonio carlos novelli

        Pois é meu pai tinha um Garrard sistema Direct-Drive dos anos 50!! Por ai si vê que os Direct- Drive de hoje, não são nenhuma novidade! rsrsrsrs Tinha apenas uma rotação, 78rpm. E falando em cápsulas, eu nunca dei muita bola, para as cápsulas LeSon, sabia que não eram fabricadas por essa prestigiosa empresa, e sim, importadas do Japão, cápsulas baratinhas de consumo, mas recentemente, um amigo me deu de presente um exemplar, a LS 90, e num impulso, e instalei-a em meu toca discos um JVC QL-F4 (que por sinal, deu um “pau” no meu “querido e amado” Gradiente RPII) Qual foi minha surpresa ao constatar a excelente qualidade dessa cápsula, de origem desconhecida do Japão! Apenas para registrar, abração!

    • Oi Hélio. Dificil falar em valores sem ver o produto. Mas vale entre 500 e 650 reais o CD-43. Abraço e obrigado pela visita.

  11. OLA PESSOAL SERÁ QUE JÁ PROCURARAM NA CASA DOS TOCA DISCOS , NA RUA SANTA IFIGÊNIA 398 – CENTRO – SP \ SP – FONE 11- 3221-3945 , LÁ TEM VR-II DE MONTE . http://www.catodi.com.br

  12. Não sei se vc pode me ajudar tenho uma radiola GE FB2710L, e esta sem agulha e não sei que modelo de agulha comprar, e a capsula da radiola paresce que é inteira não sai ?

  13. Osnildo José Oliani

    Olá, bom dia. Gostaria de tirar algums dúvidas sobre umas cápulas antigas(mono) da leson que achei em uma antiga loja que vendia Lps. São cápsulas com cristal duplo, onde um lado marca 33/45 e o outro 78, iguais as da Ronette da foto acima(modelo 106 e 208) usadas nas vitrolas Lenco segundo vi em um site. Também existe de fabricação Sonotone conforme vi no ebay. Gostaria de saber se a leson importava e em que ano isso ocorreu. Obrigado.
    Osnildo.

  14. Olá, gostaria de saber o peso de trilhagem/ track force para agulhas 3306 com capsula ev-181 de uma vitrolinha Philips. Grato pela ajuda! Abraço!

    • Se a EV181 estiver em uma vitrolinha, pode ficar com uns 5 a 6 gramas. Se for em toca discos maiores, de mais qualidade, pode usar entre 3,5 e 4 gramas.

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